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Porque escrever é ato de libertação
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Textos

 

O ano de 2019 deixou marcas profundas nas pessoas, em nossa sociedade, no mundo inteiro. Muitas pessoas adoeceram, muitos perdemos pessoas que amamos, ficando no lugar apenas um buraco, um vazio e uma questão inquietante: por quê?

Podemos encontrar várias repostas para essa pergunta. No fundo nós, representante da humanidade, sabemos porque chegamos onde chegamos. Alguns fingem não saber, outros, com lucidez denunciam, ao saber a resposta. Mesmo suas vozes abafadas, esse saber ecoa inconscientemente a nossa volta.

Uma dessas vozes poderosas e incessante é de Ailton Krenak, ativista do movimento socioambiental que luta pelos direitos indígenas. Em seu pequeno livro, O amanhã não está à venda, encontramos reflexão necessária sobre a escuridão que a Pandemia da Covid19 descortinou sobre todos nós.

Krenak sentenciou: " O mundo não pode parar. E o mundo parou." E com essa oração impactante teceu a relação que a humanidade construiu até chegar aqui. E também destacou a responsabilidade dos que teimam em manter o bastião da humanidade – o modelo de desenvolvimento, o capitalismo predatório, o antropocentrismo radical - sem refletir sobre o todo. Para Krenak, a humanidade não está à parte da natureza. E o fato de não pensarmos natureza nos impede de viver verdadeiramente o hoje.

Singelo e caro texto para não esquecermos de que quão frágil e perniciosa é a nossa presença nessa Terra. Leitura obrigatória para quem tem coragem de andar desperto no hoje, sem relegar ao amanhã - que não existe - a vontade de mudar.

 

Livro: O amanhã não está à venda

Autor (es): Ailton Krenak

Editora: Companhia das Letras

Edição: 1º ed

 

Dir Lopes
Enviado por Dir Lopes em 23/01/2026
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